Teoria da

Autodeterminação

   A teoria da Autodeterminação estuda a motivação humana e facilita a compreensão das interações do aluno no ambiente escolar. Ela afirma que o aprendiz possui necessidades psicológicas básicas para que o aprendizado ocorra de forma adequada. São elas: a autonomia, a competência e o pertencimento. Veja um resumo a seguir.

   A necessidade psicológica básica de autonomia é no sentido do aluno possuir escolhas. A percepção de que ele tem  autonomia de escolha da atividade é decisiva. Por isso, nossas aulas são personalizadas e os alunos tem a liberdade para escolher  seus próprios projetos.  Nas aulas de robótica é usado um kit por aluno e nas de desenho os alunos escolhem seus temas preferidos.

   A necessidade psicológica básica de competência está vinculada ao grau de dificuldade da tarefa. Relaciona-se ao nível de dificuldade adequado. A atividade não deve ser muito difícil ou muito fácil deve estar perfeitamente ajustada  ao aluno. Por essa razão, nossas turmas  são reduzidas, conhecer o nível de desenvolvimento de cada aluno é fundamental.

   A necessidade psicológica básica de pertencimento diz respeito ao estabelecimento de vínculos afetivos e mantê-los de modo duradouro. Por esse motivo, a relação do aluno com os colegas de turma e o professor deve ser a melhor possível. Razão pela qual os alunos são incentivados a compartilhar projetos e cooperar com grupo através jogos e específicos.

Nosso Projeto Pedagógico:

desenho e robótica.

    Os alunos que hoje se encontram hoje no ensino fundamental nasceram em uma era de grandes avanços tecnológicos. Segundo Resnick (2007), está disponível atualmente uma grande variedade de produtos que utilizam a tecnologia com recursos que poderiam facilitar o aprendizado, abrangendo desde softwares a kits de robótica educativos. Para Resnick (2007), o uso dos computadores poderia ter impacto positivo no ensino, inclusive na motivação dos alunos, pois, com seu intermédio, podem ser realizadas operações complexas, simuladas virtualmente nas telas, sendo também possível interagir com objetos tangíveis, por exemplo, com pequenos robôs ou outros dispositivos eletrônicos. Além disso, os programas podem ser flexíveis, possibilitando a formulação de hipóteses, informando imediatamente acerca dos erros cometidos, os quais podem ser corrigidos passo a passo, por meio de um processo de depuração, além de muitas outras possibilidades.

    A principal premissa da teoria da Autodeterminação é que os seres humanos têm uma tendência inata para buscar desafios, aprender e dominar novas habilidades. São dotados de uma natureza ativa, voltados para alcançar desenvolvimento, autorregulação e bem-estar. Para que essa tendência inata se desenvolva de forma saudável é imprescindível que sejam atendidas as necessidades psicológicas do ser humano por competência, autonomia e pertencimento. Nesse sentido, o contexto socioambiental tem um papel crucial, podendo nutrir ou prejudicar esses recursos motivacionais internos (Bzuneck & Guimarães, 2010; Deci & Ryan, 1985; Ryan & Deci, 2000).

    Considerando as teorias citadas acima, as quais fundamentaram minha pesquisa de mestrado uma estratégia de ensino que contribua para evitar que os estudantes fiquem desmotivados ou apresentem baixa qualidade motivacional tem importantes implicações acadêmicas, pois, de acordo com Ryan e Deci (2000), a qualidade da motivação tem influência direta na qualidade do aprendizado. Um aluno autodeterminado persiste em suas atividades educacionais, mobilizando-se no sentido de assumir responsabilidade pelos seus estudos.

Bzuneck, J. A., & Guimarães, S. É. R (2010). A promoção da autonomia como estratégia motivacional. In E. Boruchovitch, J. A. Bzuneck, & S. É. R. Guimarães (Eds.), Motivação para aprender (pp. 13-70). Petrópolis, RJ: Vozes. 

Deci, E. L., & Ryan, R. M. (1985). Intrinsic motivation and self-determination in human behavior. New York: Plennum Press.   

Resnick, M. (2007). Sowing the seeds for a more creative society. International society for technology in education. Retrieved May 12, 2007, from http://web.media.mit.edu/~mres/papers.html

Ryan, R. M., & Deci, E. L. (2000). Self-Determination Theory and the facilitation of intrinsic motivation, social development, and well-being. The American Psychologist, 55, 68-78.     

A necessidade psicológica básica de autonomia é no sentido do aluno possuir escolhas. A percepção de que ele tem  autonomia de escolha da atividade é decisiva. Por isso, nossas aulas são personalizadas e os alunos tem a liberdade para escolher  seus próprios projetos.  Nas aulas de robótica é usado um kit por aluno e nas de desenho os alunos escolhem seus temas preferidos.

Introdução ao Projeto Pedagógico

   Nosso Projeto Pedagógico está fundamentado na Teoria da Autodeterminação e do Construcionismo, as duas teorias têm muitos pontos em comum, ambas incentivam a liberdade de escolha e o respeito a iniciativa do aluno para facilitar o processo de aprendizado. Além disso, o Construcionismo destaca a importância do uso de material tangível, ou seja concreto, como por exemplo os kits da Lego como instrumento de apoio. Abaixo segue um resumo das necessidades psicológicas básicas da Teoria da Autodeterminação . Para detalhes veja a nossa página Teorias.